Você faz alguma coisa para passar o tempo? Quer falar sobre isso?... Você gosta de ver o tempo passar ou prefere ler sobre isso? O tempo passa por você ou você passatempo? Vive em função do tempo ou prefere as coisas a gosto do tempo?
domingo, 28 de agosto de 2011
A FÁBULA DO VENTO DO SUL
Para quem gosta, canta, segue, viu, vai ver ou repete a dose da Fábula,imagens da última apresentação (evento do Conselho Regional de Psicologia - Dia do Psicólogo - Início da Campanha "Eu Faço Parte") e a letra de uma das músicas mais cantadas... lalalalala A Fábula Vai começar!
Abram seus corações para a Fábula do Vento do Sul
Abram os seus corações para a Fábula do Vento do Sul
Hey!
Lalalalala lalalala lalalala
Lalalalala lalalala lalalala
Ouça vou lhe contar uma estória de arrepiar
Preste muita atenção e abra o seu coração!
Abram os seus corações para a Fábula do Vento do Sul
Lalalalala lalalala lalalala
Tem paixão e tem dor na Fábula do Vento do Sul
Coragem e amor na Fábula do vento sul
O meio não justificará nem o final
O todo é o que vai levar a doce mensagem no ar
O meio não justificará nem o final
O todo é o que vai levar a doce mensagem a cantar!
Por isso abram seus corações para a Fábula do Vento do Sul!
Lalalalala lalalala lalalala
Lalalalala lalalala lalalala
Cante a Fábula, Viva a Fábula, Sinta a Fábula do Vento do Sul!
Doce Fábula, Bela Fábula, é a Fábula do Vento Sul!
Onde o meio não justificará nem o final
E o todo é o que levará a doce mensagem no ar!
Cante a Fábula, Sinta a Fábula, SEJA a Fábula do Vento do Sul!
Lalalalala lalalala lalalala
Lalalalala lalalala lalalala
Hey!
sábado, 27 de agosto de 2011
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
UM POÇO DENTRO DE MIM...
Há semanas o poço estava cheio, não havia encontrado um meio de fazê-lo transbordar. Tentara de tudo: lirismo, mais água, chuva... Nada fora o suficiente.
Algumas palavras e alguns gestos foram derramados no poço que quase vazou – ainda assim não foram suficientes para renovar seu conteúdo. Foi então que pensou em repetir velhas técnicas: frustrou-se ao perceber que nem os livros de frases feitas que muitas vezes lhe davam esperança não tinham mais espaço, a livraria tinha um sabor novo de romance e teoria e não de fábulas e crenças, o cinema o levara para o inusitado... Porém quando se compartilha com o coletivo nem sempre se consegue transbordar, ninguém é obrigado a saber da profundidade do poço do outro, mas os rasos e fáceis de desvendar realmente não lhe interessavam naquele momento... Pensou: profundo demais? Raso demais ou nada demais? Vazou um pouco...
Questionou se no poço havia alguma porta, como num conto que ouvira, lembrou então que todas as portas estavam fechadas – o que não era de todo o mal – afinal, sua relação com outros poços era bem resolvida... A não ser que existisse uma porta emperrada, pensou. Foi então que numa prendida de ar mergulhou para dentro do poço sem pestanejar ou questionar qualquer outra coisa...
Dizem que encontrou um túnel por lá que dá acesso a outro poço! Isso lhe despertou novamente a curiosidade, o desejo de ser desbravador – “desvendador”, eu diria – os túneis que fazem essas ligações são misteriosos e sedutores demais.
Seja lá qual for o destino desse mergulho sabe-se que está seguro, pois não é e nem será o último dos mergulhos, nem a maior profundidade ou a menor altura, será apenas único como todos os outros que foram e que virão.
Mandou um sinal: lembrara das portas e túneis que encontrou das últimas vezes... e quanto mais tentava identificar-se com os caminhos ou tivesse algum tipo de mapa de nada adiantaria. Apenas tinha a garantia que por mais longo ou escuro que o túnel fosse ou onde a porta pudesse levar saberia que emergiria e que o sinal de sua volta seria marcado pelo jorrar do poço, tal qual uma fonte que purifica e lubrifica a existência.
Num rompante enxergou o céu e as formas luminosas dele. Suspirou e sorriu aliviado.
Humberto Gomes
Curitiba, 17 de julho de 2009.
domingo, 21 de agosto de 2011
CICLANA: Somos amigos pode-se dizer que desde sempre, embora não tenhamos nos conhecido ao mesmo tempo, uma ligação existia.
BELTRANA: Hã...!
CICLANO: Tínhamos muitos amigos em comum e quando nos reuníamos os paralelos se encontravam em algum ponto, em alguma situação transversal ou tangente.
FULANA: Sempre encontrava.
FULANO: Frases do tipo: "isso tudo só aconteceu para que isso agora acontecesse senão nada teria acontecido dessa forma" ou algumas outras vãs filosofias de vida salpicavam e inspiravam aquelas vidas com sabor de seriado cotidianesco.
BELTRANA: Ciclano tinha o dom da conquista. Mas seu maior dom realmente era andar em labirintos.
CICLANO: Completamente perdido. Quem precisa saber da verdade do outro?
BELTRANA: Labirintos que ele mesmo criava. Seu maior desejo? Encontrar a saída com olhar panorâmico e quanto mais desejava esse panorama, mais fundo entrava no labirinto.
FULANA: Beltrana sempre foi miúda.
CICLANA: A menor de todas.
BELTRANA: Sempre tive o maior cabelo.
FULANA: Estilosíssima! Um ar "a La” Twigg, total vanguardista! Impulsiva, conversadeira, doce e quente como as águas de termas medicinais. Tenta impressionar todo mundo com suas histórias típicas dos filmes do Woody Allen.
BELTRANA: Fulana “a extrovertida”! Tinha um dom: transformar papel, tinta, tesoura, lápis de cor. Até placas encontradas na rua ela dava um jeito de transformar... ou destruir.
FULANA: A vida é um portfólio de possibilidades, isso me assusta. Não posso perder tempo.
FULANO: Ciclana traz o mar dentro do peito: manso, denso e profundo.
CICLANA: Exagerado! Não precisava do profundo!
FULANO: Das profundezas e raízes somatizadas ela sempre tenta reciclar alguma coisa.
CICLANA: Resgatar.
FULANO: Como ela mesma diz ”abstrai”.
CICLANA: Bom, o Fulano sempre foi assim “sensível”, platônico e racionalizador ao mesmo tempo. Sabe o tipinho que gosta de teorizar a própria sensibilidade? Ele também se perde em labirintos, mas costuma sempre levar papel e caneta para anotar as hipóteses.
FULANO: Depois de tantas entradas, precisava encontrar uma saída.
BELTRANA: Despir, despedir.
FULANA: Tantas reticências.
CICLANO: Entre tantas entradas e tantas outras tantas, até quando reticências?...Até?
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